Erva Daninha Iniciativa Anti-civilização



Terça-feira, Agosto 12, 2008 :::

Receita nômade do dia:

Beterraba

como fazer:
você pega a beterraba e come



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:11 PM



Domingo, Março 02, 2008 :::



Insurgência Nômade (fragmentos)
Feral faun


Agricultores se apossam da terra e trabalham nela. Posse e trabalho são as definições básicas da atividade dos agricultores. Nômades atravessam o espaço e o transformam através de interações - movimento e atividade são as atividades básicas dos nômades.
Agricultores necessitam de hábitos, rituais, consistência, unidade. Nômades quebram hábitos, transformam, variam, diversificam.
Agricultores idolatram a ordem. Nômades criam o caos.

A agricultura é a origem da ética do trabalho. Devido o agricultor ser aquele cuja a vida é criada para o trabalho do cultivo, o agricultor não pode criar nenhum momento para si que entre em conflito com as necessidades do trabalho agrícola - caso contrário, a lavoura fracassa e o agricultor perde sua identidade, e possivelmente sua sobrevivência. O tempo - uma constante e padronizada medição do movimento - é essencial para o agricultor - sua mobilidade pelo espaço não é mobilidade através do espaço - não essencialmente - mas sim o trabalho da terra. Isto é baseado em ordem, em controle de ciclos medidos.

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Nomadismo - pelo menos em atitude - é essencial para a autonomia. A recusa da permanência, a recusa de uma pátria. Quando todo o espaço e tempo é formalmente dominado pelos relacionamentos que constituem o contexto social, autonomia consiste em aparentemente não estar lá... O segredo desta invisibilidade é o movimento constante... Encontrando brechas onde a dominação não é efetiva... desafiando a sociedade com a sua criatividade autônoma... desaparecendo antes que as forças presentes da dominação possa suprimir o desafio... uma dança habilidosa, arriscada. Movimento físico não é necessário para esta estratégia - e sim, a habilidade de escapar de classificações, de evitar ser pego. Porém o movimento físico pode improvisar algumas possibilidades. Quanto mais amplo é o terreno por onde se atravessa, mais vasta é a possibilidade para as rupturas radicais, para a descobertas de fendas, para o jogo selvagem... Num contexto de tal travessia, zonas permanentes de auto-escravidão se tornam aspectos do contexto social a serem subvertidos para os usos e desafios provocadores dos nômades insurgentes, em qualquer modo que faça sentido e em qualquer caso. Não existe receitas para a autonomia.

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Os lugares assentados e as vidas estabelecidas se tornam cada vez mais estranhas para mim. Há algo demasiado ordenado a cerca da maioria das vidas e lugares. Isso me deixa louco - Eu quero destruir isso. É por isso que eu aprecio cada indivíduo que atualmente rompe com isso, e o porque que fico ansioso quando fico tão assentado. Eu começo a me sentir como se eu não pertencesse - ai eu lembro que o conceito de pertencer é um absurdo. Preciso fazer de cada lugar através do qual eu passo como meu, até o momento em que esteja bom o suficiente.

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Um dos motivos para evitar fazer projetos insurgentes... com pessoas inaptas.. é que sua faculdade crítica se torna gasta ao ponto de suas idiotices. Melhor ignorar os idiotas e criar projetos com aqueles que não são presos por todas as velhas ideologias. Assim nossas faculdades críticas podem ser direcionadas em criarmos a nós memos como insugentes, transformando nossas interações e nossas vidas diárias e vindo a um entendimento da sociedade que precisamos destruir. Usar nossas faculdades críticas contra alvos fáceis pode destruí-los. Usá-las para criar a vida que desejamos, em guerra com a autoridade, as afia. Crueldade é necessário.

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A ilegalidade insurgente não é para ser confundida com criminalidade. Sim, os insurgentes fora da lei cometem crimes e podem fazer bem manter algumas conecções com o submundo periférico... porém os criminosos profissionais usam o crime como uma forma de vida, onde o insurgente fora da lei está conscientemente minando as tradições, costumes e leis da sociedade. O criminoso inteligente terá amigos entre os executores da lei, porque esse é um bom negócio; O insurgente fora da lei irá evitar tais conexões, porque seu desejo é a criação de uma vida que não reconheça a lei... Qualquer conexão com os executores da lei irá colocar em perigo tal vida. Existem foras da lei que desejam apenas substituir a lei do Estado pela lei moral. O insurgente fora da lei é amoral - rejeita a lei em todas as suas formas, porque isto restringe a sua vida e limita suas possibilidades. Um insurgente fora da lei pode destruir um ítem roubado, pode vender no mercado negro, ficar com ele ou dividir entre os amigos - da maneira que lhe convém. Pode roubar um banco e usar o dinheiro para um projeto, esbanjar com os amigos, fazer uma viagem ou queimar o dinheiro. Mas os foras da lei morais irão se sentir obrigados a usar todos os bens roubados para suas causas abraçadas.

Criminosos profissionais não são foras da lei. Eles dançam com a lei, e a mudam para seus próprios fins; Eles quebram a lei não pela revolta, mas por razões econômicas. Com suas subculturas, eles praticamente possuem leis e métodos de executá-las. Mas seus trabalhos ilegais são melhores do que muitos trabalhos legais porque envolvem elementos de risco: a emoção de ser mais esperto. Pode ser inteligente para o criminoso profissional ficar em algum lugar, para criar conecções estabelecidas. Mas e para o insurgente fora da lei? Não, nunca em um lugar por muito tempo. O insurgente fora da lei não quer mais estar integrado na subcultura criminal, tão pouco na cultura dominante ou em qualquer subcultura alternativa...

O insurgente fora da lei está conscientemente tentando aumentar seu poder de auto-criação em oposição a sociedade. Sua habilidade para isso exigem destreza, coragem e a capacidade de se tornar invisível. Desta forma, insurgentes fora da lei muitas vezes vivem como vagabundos - passando por, mas nunca se assentando e se tornando definido. Suas vidas, assim como suas atividades ilegais, são ataques contra o sistema.




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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -8:54 PM



Terça-feira, Janeiro 29, 2008 :::


John Zerzan em Sto Andre. SP

debate sobre Magia e Anarquia, dia 9/2/2008 (Logo depois do carnaval...)


Magia e Anarquia

Propomos esse debate a fim de firmar e integrar experiências variadas
no campo da anarquia verde, da pedagogia libertária, da gratuidade e
da questão do simbólico e da representação, que parecem
convergir para uma "nova" concepção de anarquia.
O estudo da vida secreta e livre das plantas, cuja ?ânima? é
confirmada inclusive por experimentos científicos e elétro-magnéticos;
o estudo da liberdade da relação entre corpo, mente e mundo na
pedagogia libertária, com seus efeitos diretos de transformação não
apenas ilusórias mas reais; a crítica ao simbólico
(e ao poder) como "representação", buscando uma alternativa que troque
o "representante" pelo "presente", com as teorias anti-utilitaristas
da "dádiva" bem como os estudos sobre xamanismo e a "sociedade contra
o Estado"... Todas essas perspectivas parecem concentrar algum
sentido comum, ou gerar desvios interessantes.
É com base nisso que propomos esse debate.
O Ativismo ABC apresentará uma visão sobre livros "A Criança Mágica" e
"A Vida Secreta das Plantas" e sobre teorias da dádiva.
Contaremos com alguns convidados que também apresentarão suas visões e
poéticas sobre esses assuntos.
Por ora, já é certa a presença do filósofo norte-americano John
Zerzan. Estamos aguardando a confirmação de outro convidado
latino-americano.
Cada apresentador terá por volta de 20 minutos para fazer sua fala,
depois das quais o debate será aberto a todos os presentes.

CONVIDAMOS VOCÊ TAMBÉM PARA PARTICIPAR! A ENTRADA É GRATUITA!

Sábado, 9/2/2008, abertura a partir das 16h.

(Esperamos fazer mais debates dentro de temas conexos, abrindo para
novas possibilidades, sempre misturando debatedores de nosso coletivo
com convidados de fora.)

Casa da Lagartixa Preta "Malagueña Salerosa"
R. Alcides de Queirós, 161 - Bairro Casa Branca, Santo André (SP).
Travessa da Av. Arthur de Queirós.
A doze minutos da Estação Santo André (você chega na Estação via trem,
ônibus ou tróleibus e segue à pé pela Av. General Glicério até a Av.
Arthur de Queirós).
Outras referências por ordem de proximidade: Academia Gerson Dória;
Eletropaulo; Firestone; Corpo de Bombeiros.

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:40 PM




John Zerzan em Belo Horizonte , MG

com a palestra:

Primitivismo, anarquia-verde e anti-civilização

John Zerzan (1943) é um anarquista norte-americano que se destacou na
segunda metade da década de 1980. Enquanto filósofo e escritor é
considerado um dos expoentes do Primitivismo.

Seus trabalhos focam o processo de origem e as conseqüências do
surgimento da civilização agrícola bem como sua inerente opressão,
defendendo, assim, formas inspiradas no modo de vida das sociedades
humanas pré-históricas como modelos de sociedades plenas de liberdade.
Algumas de suas críticas mais desafiadoras se estendem ao processo da
domesticação à linguagem, ao pensamento simbólico (como matemática e
arte) e à conceituação de tempo.
Obra selecionada:

* Elementos da Rejeição (1988)
* Futuro Primitivo (1994)
* Contra a Civilização: Um Leitor (1998)
* Correndo no Vazio (2002).*

*Dia 11/02 (segunda-feira)
Horário: 10:30

Local: PUC Minas - **Av: Dom José Gaspar, 500 Coração Eucaristíco - Belo
Horizonte - MG
Prédio 30*

Organização:
Departamento de História, Centro Acadêmico de História Francisco
Iglésias e Carnaval Revolução (www.carnavalrevolucao.org).


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:29 PM




CENTRO DE CULTURA SOCIAL
convida para

Anarquismo hoje: domesticação, controle, resistências.

Com John Zerzan, filósofo e anarquista americano percursor do Primitivismo;
autor de "Futuro Primitivo" e "Contra a Civilização".

08 de Fevereiro de 2008, 19h30
rua gal. jardim nº 253 - sala 22 - 2ª sl.
vila buarque (metrô república).


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:25 PM




Erva daninha #2
publicação anarquista anti-civilização

Já Saiu!



neste número:

- Roube de volta a sua vida- Feral Faun
- Algumas palavras sobre domesticação, revolta
e de que lado nós estamos - Polar
- Dez Golpes Contra a Política - Il pugnale
- Anarquia Verde vs Anarquismo Clássico - Green Anarchy
collective
- Biocentrismo vs antropocentrismo - Green anarchy
collective
- O outro lado da história - Massimo Passamani
- Contra o industrialismo - Derrick Jensen
- Ned Ludd estava certo !
- Dicionário niilista: tecnologia - John zerzan
- 7 mentiras sobre a civilização - Ran Prieur
- A questao do cultivo - Wildroots
- Por que antiprisão? - 325 collective
- Solidariedade revolucionária - Pierleone Porcu
- Uma introdução a anarquia: Religião, espiritualidade e
anarquia - Anônimo
- Niilismo como estrategia - A!
- Patriarquismo, civilização e as origens do genero -
John Zerzan


40 páginas
Como pedir a versão Impressa?
Envie 3 Reais (preço do Zine) + 1 real (custos de envio)
para o endereço:
a/c Eduardo - erva daninha
Caixa Postal 52 , Cep 09510 - 970
São Caetano do Sul - SP - Brasil



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:23 PM



Sexta-feira, Janeiro 18, 2008 :::



www.carnavalrevolucao.org

Café da manhã, almoço, lanches e jantar vegano (sem nenhum ingrediente de
origem animal).

Presenças confirmadas:
John Zerzan (EUA),
Jesus Sepúlveda (Chile),
Gato Negro (BH),
Erva Daninha,
FARJ (RJ) e mais...

R$ 6,00 (Por dia, exceto festas. Alimentação não inclusa.)

Locais (na Consolação):

Espaço Impróprio
Rua Dona Antonia de Queiroz, 40

E.E. Profª Marina Cintra
R. da Consolação, 1289

Sem drogas ou álcool no local e ao fumar seu cigarro use o bom senso.

Informações: (11) 3255.5274
Assessoria de imprensa: (31) 8722.4374 ou (31) 9778.1368

Caravanas

BH
R$100 (Van)
Interessad@s: pinteba@hotmail.com

ES
+-R$160 (Depende da quantidade de pessoas)
Scrap para: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2301468574773930619

RJ
anarcoagro@riseup.net

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -12:06 AM



Quarta-feira, Agosto 15, 2007 :::


Erva Daninha do dia: Beldroega



Você já deve ter pisado em muitas delas, ou mesmo te-las arrancado achando que era "matinho" que crescia no seu quintal, sem saber que muitas dessas plantas consideradas "daninhas" são comestíveis e medicinais - e além de saborosas, são muito nutritivas. (...)

Uma Planta bem comum em várias regiões do pais é a beldroega (Portulaca oleraceae). As folhas e o caule podem ser consumidos crus em saladas ou refogados e as sementes comidas cruas ou misturadas na massa de bolos e pães. Além de ser deliciosa, a beldroega é rica em cálcio, ferro, proteínas e vitaminas A, B e C e ômega 3. As folhas são usadas em problemas digestivos e possuem ação diurética ; maceradas, podem ser aplicadas em queimaduras, em dores musculares; e como cicatrizantes através do uso como unguento ou cataplasma, aplicando de duas a três vezes por dia na região.

Dica: Experimente a beldroega alho e óleo, ou misture suas folhas e talos picados com tomate, temperando com sal, limão e azeite - fica um delicia!

Erva Daninha #1


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -12:10 PM



Quinta-feira, Julho 05, 2007 :::


Atualizações Daninhas

olá a todos!!
O site do Erva Daninha - iniciativa anarquista-verde foi atualizado!

httP://ervadaninha.sarava.org

*O Erva Daninha Zine #1 Já pode ser acessado virtualmente.

*A Página das Edições Daninhas Também esta on-line, uma quantidade de publicações, panfletos e outros
materiais com foco nas propostas anarquistas insurrecionárias anti-civilização.

*A Biblioteca também está atualizada, textos corrigidos, novas traduções e artigos.

*Os links também foram atualizados!

Nos vemos nas ruas (ruínas)!


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -3:03 AM



Segunda-feira, Julho 02, 2007 :::


1° Fim-de-semana Eco-Libertário

Participe das atividades do 1° Fim-de-semana Eco-Libertário na Casa da Lagartixa preta,
realizado pelos coletivos Ativismo ABC e Erva Daninha.
Venha conhecer práticas de Permacultura, agricultura ecológica, autonomia...
Traga seus conhecimentos e conhecidxs!

06/07
11h - Almoço Freegan especial do 1° Fim-de-semana Eco-Libertário.
Coleta de alimentos e preparo do almoço comunitário.
17h30 - Exibição do documentário “Surplus” e o curta “Ilha das Flores”, em seguida bate-papo.

07/07
10h – Oficina de compostagem
14h – passeio; reconhecimento de plantas daninhas, coleta urbana, guerrilha jardineira,
fontes de recursos (ex.: árvores frutíferas e todas tantas possibilidades da coleta urbana)
18h – Exibição do filme “Eles Vivem”, em seguida bate-papo

08/07
Traga algum alimento para nosso pique-nique!
10h – Oficina de horta orgânica, construção da horta-mandala na Casa da Lagartixa Preta
16h – Guerrilha Jardineira; plantio de árvores na região, intervenção urbana

Se você pretende participar de todas atividades, e quiser passar as noites na Casa, traga sua barraca!

Casa da Lagartixa Preta - Malagueña Salerosa
Rua Alcides de Queiros, 161 - Casa Branca
Santo André, SP

Informações: ativismoabc@riseup.net ou 9335-3869
http://ativismoabc.guardachuva.org/
www.fotolog.com/ativismoabc
http://ervadaninha.sarava.org/

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -12:26 PM



Sexta-feira, Junho 15, 2007 :::


ENCONTROS ANTICIVILIZAÇÃO 2007

Ocorrerá um encontro antcivilização nos dias 8, 9, 10 e 11 de Setembro, nas proximimidades de Barcelona, na Espanha.
Haverá um debate sobre "uma visão não primitivista da critica antcivilização".
Sobre este debate primitvismo/não-primitivismo existem dois textos traduzidos que são bem interessantes para dar uma introdução e uma esclarecida sobre este debate:

PENSAMENTOS BÁRBAROS - Sobre uma crítica revolucionária da civilização
Wolfi Landstreicher


Crítica ao panfleto Pensamentos Bárbaros de Wolfi Landstreicher
Por Volonta Terrarottura


Boa leitura e e bom debate. e quem por ai puder aparecer no encontro , que tenha bons momentos!

mais informações sobre o encontro anticivilização na Espanha:
http://anticiv.blogspot.com/

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -3:56 PM



Quinta-feira, Abril 19, 2007 :::



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -5:39 PM



Sexta-feira, Março 30, 2007 :::


Violência passional, violência justificável

Eu estava conversando com um amigo meu sobre o tema da violência revolucionaria; ele estava defendendo o direito de ferir ou matar em auto-defesa, concedido a todo funcionário governamental ou corporativo envolvido num ato de assassinato, e eu estava tentando explicar porque essa noção me desagradava. Meu amigo tinha uma vantagem - afinal, se é aceitável usar violência como reação a um soldado ou mercenário corporativo invadindo sua casa para despejar, prender ou matar você, por que não usar violência contra o general ou diretor empresarial que os mandou?
Eu acredito que a auto-defesa é um direito inato de todos os seres vivos, e também acredito que a conceitualização ou adoção de um pacifismo total só é possível numa sociedade colonizada e estatizada, que já foi ensinada a aceitar a idéia de uma cidadania passiva e a legitimação da violência autoritária. Por outro lado, acho que a violência é errada, que machucar alguém, mesmo o maior filho da puta corporativo, é em algum nível causa para tristeza, mesmo que eles estejam recebendo o que merecem. Para os anarquistas, a violência é, ou deveria ser, problemática num nível tático também. Toda violência tem um elemento autoritário. Isso é quase invisível nas ações de quem está em desvantagem, até o ponto em que os papéis se revertem, e o perdedor se torna vitorioso. Se a violência foi usada para alcançar a vitória, será ela necessária para preservar a vitória?
Parte da razão pela qual não pude articular meu desconforto e refutar o que meu amigo dizia é que eu quase concordava com ele. Afinal, no dia anterior eu ri alto quando li sobre os dois guardas de detenção de Woomera que foram espancados por anarquistas mascarados libertando alguns dos prisioneiros que buscavam asilo no país. Sob um certo aspecto é triste pensar nisso: um pobre e tolo robô que "só fazia seu trabalho", com a mandíbula quebrada, joelho esmagado, nariz ensangüentado, imaginando que diabos havia acontecido - não estaria ele protegendo seu país; fazendo o que lhe foi ensinado que era o certo a fazer? Mas em outro nível, mais óbvio, é incrívelmente satisfatório pensar que não só algumas pessoas que estavam presas agora estão livres, mas também que alguns "porcos" provaram o gosto da violência que exercem todos os dias.
O caso dos guardas de detenção parece bem claro. Eles estavam usando violência para aprisionar pessoas, então alguns anarquistas usaram violência - não gratuitamente, só o que foi necessário - para libertar algumas dessas pessoas. Podemos chamar isso de um ato de violência justificável, e mesmo agora já não estamos lidando com auto-defesa direta, mas com violência usada para a defesa do outro. Seria também justificável usar a violência para deter os que fazem política, eleitos e nomeados para o cargo, que mandaram os que pediam asilo para a prisão? E quanto aos diretores das corporações que construíram a prisão, ou fabricaram as armas e outras ferramentas usadas pelos guardas? Certamente parece justificável - não seria justo deixar os brutamontes na linha de frente levarem todo o fogo. Se os políticos e diretores empresariais estão levando a guerra para nossos lares, e aos lares de pessoas no hemisfério Sul, não seria justificado levar a guerra aos seus lares? O problema é que isso seria justificável. Em um sistema global de injustiça e violência onipresentes, você pode continuar mudando os limites do que é justificável até que você chega num ponto quase Leninista de extermínio programado de todos os "contra-revolucionários".
Quando percebi e aceitei isso, eu finalmente tinha uma resposta para meu amigo. A questão não é onde traçamos o limite que define a violência "justificável", mas que estejamos traçando um limite pra começar. Todo o sistema global está nos atacando, matando pessoas, destruindo o planeta, e a idéia de auto-defesa, quando usada em um nível racional, pode ser usada para justificar violência contra quase todos que trabalham dentro do sistema. A principal questão é que a violência chega em seu ponto mais cruel quando é um ato racional - estatismo, a ciência ocidental, pena de morte, e regimes ditatoriais nos demonstraram esse princípio. Quando estabelecemos as conexões de alguém a vários mecanismos corporativos ou governamentais de assassinato e ecocídio, ao tentar decidir se são um alvo justificável para atos de auto-defesa, nós tiramos deles toda sua humanidade, toda sua essência como seres vivos e os transformamos em funcionários do poder. A maior violência acontece em nossas mentes, num nível metafísico, quando tornamos em trivial a dor que podemos causar justificando-a e ignorando-a de antemão.
Se alguém me ataca, pronto para me matar ou aprisionar, eu não preciso relacioná-los com um sistema maior de violência, e não preciso chegar a uma conclusão racional de se me defender usando a força seria justificável. Se a situação fica preta, todas as cartas são postas na mesa e as pretensões democráticas de nosso governo civil são deixadas de lado num momento revolucionário, então todos sabem qual é seu posicionamento, eu não preciso construir uma justificativa para mim mesmo de que a elite e seus capangas vão usar violência contra mim se eu permitir. Auto-defesa é um pressentimento instintivo e usá-lo racionalmente para decidir quando a violência é ou não justificável é sedar nossos instintos e colocar a vida, a morte e a dor numa esfera onde eles não podem ser devidamente valorizados.
Corporações e governos estão matando pessoas todos os dias. Existe um clima de guerra desenfreada pelo planeta. Nós devemos lutar e resistir. Eu reconheço a possível necessidade de usar a violência, machucar alguém, para libertar a mim mesmo e a outros. Mas deve ser um ato de paixão. Não devo reprimir a possibilidade de sentir culpa com um ato calculado e bem executado. Se na pior das hipóteses, você deva matar alguém, você deve ao menos respeitá-los e permitir-se chorar pelo que fez. E se você não sente nenhuma compaixão, pelo que exatamente você está lutando?

- um amigo da Anarquia Verde


publicado na Green anarchy #15
tradução: Lucio


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -7:44 PM



Quarta-feira, Março 21, 2007 :::


CENAS DO ANARQUISMO NA GRÉCIA




Anarquistas atacam sedes governamentais e bancárias em Atenas

Grupos de anarquistas atacaram ontem na noite de 15 de março em Atenas várias sedes
do governo grego e diversos caixas automáticos. Os ataques não produziram mortos
ou feridos.

Os incidentes afetaram dois escritórios locais do partido no governo, Nova
Democracia, nos distritos de Zografou e Dafni. Os atacantes incendiaram as
dependências com bombas caseiras que arremessaram contra as janelas. Pouco depois,
um escritório do Seguro Social em Katio Patissia também foi atacado e, por último,
também foram incendiados três caixas automáticos do banco ATM.

Estes tipos de ataques foram especialmente freqüentes em meses recentes e estão
ligados a grupos anarquistas e aos protestos de estudantes contra as reformas
educacionais que planeja o governo.

As manifestações coincidiram com a visita do presidente russo, Vladimir
Putin, que foi a Atenas assinar a construção de um oleoduto que abastecerá a
Europa. A polícia colocou em prática fortes medidas de segurança ante a visita do
mandatário russo e, em paralelo, ocorreram duros choques entre anarquistas e
agentes da polícia em Tessalônica, no norte de Atenas.



Um pequeno grupo de anarquistas enfrenta a polícia de choque no centro de Atenas

Um grupo de jovens anarquistas enfrentou a polícia de choque no centro de Atenas, Grécia, na manhã de domingo, 18 de março, arremessando pedras e coquetéis molotov numa ação contra uma livraria dirigida por um político da extrema direita.

Dois agentes da polícia ficaram feridos, mas ninguém foi preso durante os enfrentamentos que aconteceram nas imediações do bairro de Exarjia.

A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os cerca de 30 jovens que atacaram a livraria de um dos principais membros do partido de extrema direita LAOS, Georgiadis de Adonis.


fotos e imagens das manifestações recentes:

Fotos: http://www.resistance2003.gr/en/gallery/gallery.php?id=71
Vídeo: http://www.babylonia.gr/video_download.php?id=30

Mais fotos em [entrar na "seção inglês" da primeira matéria da coluna do meio]: www.athens.indymedia.org

fonte: agencia de noticias anarquistas




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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -4:37 PM



Terça-feira, Março 13, 2007 :::

Atualizações daninhas!! anarquia verde!!

o site ervadaninha.co.nr foi atualizado , novas traduções de textos e entrevistas e etc!
em breve atualizaremos a paagina de links.

as atualizaçoes?

Entrevista com Paul Shepard - por Derrick Jensen
Inimigo do Estado - entrevista com John Zerzan - por Derrick Jensen
Libertação através do movimento - Feral Faun
O Contínuo apelo do nacionalismo - Fredy Perlman
O caminho adiante - por John Zerzan
O movimento operário foi um movimento pelo trabalho
A civilização é retrocesso, o primitivo é avançado! - Green Anarchist
O Moderno anti-mundo - John Zerzan
Divisão de trabalho - Zerzan
Sociedade - Zerzan
Niceism (agradavel-smo, simpatismo) - Zerzan
Tecnologia - Zerzan
Onde foi parar nossa tribo? - janos Biro
Passe livre para a reprodução do cotidiano? (critica sobre o mov. passe livre) - gorro verde

é isso , visitem o site boa leitura e prática!

http://ervadaninha.co.nr - ervaadaninha@riseup.net

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Acessem o zine Resistência verde #1 - Anarquia-verde - Freeganismo!!!
contato: acaso@riseup.net

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em breve mais algumas atualizações...

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -10:56 AM



Domingo, Dezembro 31, 2006 :::


O caminho adiante
por John Zerzan

Sem uma nova estrutura, ou uma visão diferente da dos fracassados e limitados esforços do passado, não haverá possibilidade de desafiar o todo-envolvente ecocídio, desumanização, e a destruição que são tão desenfreados atualmente. Todos sabem que a vela esta oscilando, que a crise generalizada continua a se espalhar e se aprofundar. Meus parentes conservadores sabem que tudo está desmoronando. Esta condição assustadora e sem precedentes deve ser desafiada em sua totalidade e em suas raízes. Existe cada vez menos interesse em abordagens parciais, e por uma boa razão: abordagens parciais apenas garantem que as coisas continuem cada vez pior.

Tem ocorrido para um número crescente de pessoas, em vários lugares, que olhar para uma saída necessariamente envolve atacar a exata natureza da sociedade. Não somente o capitalismo, mas a sociedade de massas e sua forma cada vez mais tecnificada, com suas raízes na civilização. Certamente algumas pessoas tem tomado agora uma retórica anti-civilização, ao mesmo tempo que evitam sua essência. Recentemente eu li em uma mensagem na internet que começava com "eu sou anti-civilização, mas ..." Este indivíduo listou coisas que ele/ela condenava, porém, nenhuma dessas coisas estavam definindo os aspectos da civilização (domesticação, cidades). Com este tipo de manobra o jargão muda, e nada mais. Por exemplo, alguém poderia continuar aceitando o marxismo , com todas as suas limitações, e ainda sim, por alguma razão, adotar o rótulo anti-civilização. Tal mal uso de termos é comum; por exemplo, Noam Chomsky - um mero progressista - é referido como um anarquista.

Obviamente é o marxismo, em geral, que é o continuo refúgio para aqueles que não podem encarar a realidade, e ainda alegam que se opõem radicalmente a essa realidade. O marxismo, que não tem sido uma visão inspiradora desde a I Guerra Mundial. O Marxismo, que proporciona um conforto caso a visão do mundo seja limitada - conforto se o Século XIX for o contexto (e mesmo assim, certamente inadequado).

Uma quantidade de potencial libertador seria incorporado no final da esquerda, isto é muito claro. Embora tão amplamente, senão universalmente desacreditada, a esquerda trabalha para manter um horizonte que é criticamente resumido. A visão da esquerda é limitada por um par de cegueiras: a recusa em questionar a produção em massa e a tecnofilia. Quando aqueles que se identificam como pós-esquerdistas provam isto tomando elementos cardinais como as "teses", o termo começará a ter substância.

Generalidades, como a retórica, servem principalmente para mascarar uma falha de conteúdo. Heidegger falou infinitamente da autenticidade e foi um nazista; Sartre focou na liberdade e foi um estalinista. Se a filosofia é a reflexão de um modo geral, a política comete o mesmo erro, e muitas vezes com os piores motivos. Só a especificação e o concreto transmitem um real significado, e jogam com as conseqüências das intenções e responsabilidades pessoais. Uma recusa em ser especifico pode ser tida como a marca do político. "Anticivilização" e/ou "Pós-esquerda" deve ser mais do que rótulos, jargões vazios.

Se uma tarefa prática é a rasura do que resta da esquerda, um igualmente passo é mais longe, exploração e questionamento sem limites. Precisamos problematizar, não assumir ou tomar por certo, cada componente e instituição da marcha mortal da civilização.

Superar obstáculos deve ser acompanhado por um aprimoramento na busca de modos para evoluir. Isto é, as alternativas, os meios para deixar a embarcação decadente. O espectro de outras maneiras de viver deve ser absolutamente essencial, caso, se expressões como "autonomia" e "re-conexão com a Terra" sejam carregar a importância que irá brevemente ser colocada sobre nós. Habilidades que não assumem a continuação da decadente e infantilizadora modernidade, mas ao contrario, são habilidades necessárias para abandonar isto. Habilidades ligadas à terra, paisagens comestíveis, tantas maneiras de aprender e explorar. Habilidades que maximizam a plenitude e anti-mediação individual, e que são chaves para compartilhar a visão anticivilização. Um convite em termos reais, sem o qual apenas palavras acontecem. Mesmo se os passageiros percebem que o jato esta inclinando-se diretamente ao chão, eles ainda não estão certos de pular pela janela.

O reino do espiritual chama, porque assim deve ser - ou deveria ser - com elementos básicos. Nossa vida-mundo desincorporado tem perdido lugar na existência. Já não nos olhamos como parte da teia e dos ciclos da natureza. A perda de uma relação direta com o mundo tem bloqueado um antigo entendimento universal de nossa singularidade com o mundo natural. Os princípios da ligação e da simplicidade são o coração do conhecimento indígena: intimidade tradicional com a terra como uma imanente base da espiritualidade. Este entendimento é uma essencial e insubstituível fundação da saúde e do significativo. Esta linha de vida é inestimável. Seu eco é ouvido em comentários de que a anarquia verde esta na base de um movimento espiritual, o qual deve colocar a mudança mundial em repercussão. Isto é algo muito atraente para eles - e misterioso para mim. Eu tenho que dizer que esta esfera é intrigante, e aberta para mim. Mas parece bom sentir que algo esta acontecendo e admitir isso.

Producionismo ou futuro primitivo, duas materialidades. Um provocado pela extinção do espírito, o outro por abraçar o espírito e sua realidade baseada na Terra. O abandono voluntário do modo de vida industrial não é auto-renuncia, mas um retorno de cura. Voltando deste presente estado e direção do mundo, vamos procurar por inspiração daqueles que tem continuado a viver espiritualmente com a natureza. Seus exemplos mostram o que precisamos fazer do nosso modo para o que ainda nos espera, ao nosso redor.

Táticas podem ter muitas fontes úteis. Supremo é a recusa da total desordem colapsante e a resistência contra todos aqueles que trabalham para nos manter emaranhados nisto.

- publicado na Green anarchy #23




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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -3:22 PM



Terça-feira, Dezembro 12, 2006 :::


Passe-livre para a reprodução do cotidiano?

-comentários para um redirecionamento de energia-


Passe livre para a servidão voluntária?


Nos últimos anos em todo o Brasil, com o apoio do CMI (centro de mídia independente), tem se formado e se manifestado um movimento pelo passe livre ou por tarifas mais acessíveis para estudantes.
O MPL, parece ser um movimento de inspiração anti-burocrática, pelo menos no que diz respeito em adotar o principio da horizontalidade como forma de tomar decisões e estratégias. Isso serviu (e serve) de repelente contra os mórbidos burocratas de plantão e os decadentes parasitas trotskistas (os "estalinistas fora do poder") de tentarem uma cooptação. Eles tentaram ou tentam em vão absorver o movimento.

Bandeiras negras e vermelhas são exibidas em suas passeatas, concentrações e manifestações. É explicita a participação honesta e saudável de diversos indivíduos de perspectivas libertárias.
O marasmo, e de certa forma o medo apático e conformista de muitos foram eliminados com toda a movimentação, concentração e algum nível de enfrentamento policial. Um exercício de não-conformismo começou a ser feito.
Porém é um exercício direcionado ao reformismo, pois o passe-livre e as tarifas mais baratas são para que?
Antes de qualquer coisa o passe-livre serve inevitavelmente para a manutenção desta sociedade. Serve para a manutenção da sociedade do trabalho e consumo e do colapso ambiental. É para isso que serve em primeiro lugar.
Não se pode negar que lutar pelo passe livre ou por tarifas mais acessíveis é lutar para garantir o "direito" de ir e vir dos escravos do capital, dos servos obedientes do estado, e de indivíduos idiotizados do consumo de bugigangas e imagens. Tudo isso às custas da destruição ambiental e da estupidificação da espécie humana.
Existem dois motivos básicos para o uso do transporte público (com tarifa ou sem tarifa): ir e vir para o trabalho e para a escola, o que são justamente duas das principais maneiras de garantir que toda essa loucura continue (outra maneira é a manutenção dos exércitos e policias).

Antes de continuar, gostaria de salientar que garantir o direito de ir e vir através de um meio de transporte que é fruto e depende da destruição ambiental (o que inclui práticas que vão desde a extração de matéria prima, resíduos da fabricação de veículos, construção, manutenção, e ampliação de ruas, avenidas, estradas e estacionamentos, extração de petróleo, emissões diárias de toneladas de gases tóxicos, poluição sonora, aquecimento global, etc.) e causa conseqüências sociais como a guerra do Iraque e a expulsão de comunidades tradicionais baseadas na terra de suas próprias terras e sua conseqüente destruição cultural.
Garantir ou exigir o direito de ir e vir por estes meios é ser conivente, é uma estupidez.

Voltando aos dois modos básicos de continuar com a loucura atual:

- Algumas palavras sobre e contra o trabalho
Bob Black em "A Abolição do Trabalho" afirma que "estamos tão próximos do mundo do trabalho que não conseguimos ver o que ele faz conosco".
O trabalho nos empobrece, arruína nossos espíritos, nos enfraquece como indivíduos capazes de desenvolver as mais diversas habilidades e de enfrentar e experimentar as mais diversas situações.
Ao contrário do que a mídia, o estado, os partidos e sindicatos, a esquerda e a direita, o clero e a escola afirmam, o trabalho não é sinônimo de atividade humana, trabalho é sinônimo de alienação humana.
Vamos encarar a realidade, ninguém trabalha porque quer, somos induzidos ao trabalho porque o Estado e o capital trabalham juntos para garantir a sobrevivência às custas da humanidade e da Terra, e para isso bombardeiam nossas mentes 24 horas por dia com a MENTIRA de que EXISTE SOMENTE ESTA MANEIRA DE VIVER (TRABALHAR E PAGAR CONTAS), NÃO PODEMOS VIVER DE OUTRA MANEIRA. FORA DISSO É ILUSÃO, LOUCURA!
E quando acreditamos nessa mentira, acabamos com as nossas vidas trabalhando em lugares que não gostamos, fazendo coisas que na realidade não nos interessam, acabando com a nossa vida trabalhando seja para o Estado ou para os capitalistas, ambos aqueles que parasitam a comunidade, eliminando a autonomia e a solidariedade natural. Isso mesmo caro leitor, quando acordamos cedo com o barulho do despertador (a primeira humilhação do dia), interrompendo nossos sonos, nos tirando da cama, e meio dormindo e meio acordado, ou melhor, completamente já violentados vamos ao trabalho, entregamos voluntariamente nossos pescoços para nossos opressores. Em troca de bugigangas que não precisamos, ou mesmo em troca de recursos básicos que qualquer ser vivo obtém gratuitamente: moradia, água e alimento.
Que humilhação pedir passe-livre para a servidão voluntária!
Em contraste a esta sociedade baseada na domesticação, temos a sociedade de bandos e tribos de coletores-caçadores, uma "sociedade essencialmente igualitária" onde "os homens são senhores de sua atividade" segundo Pierre Clastres; um modo de vida que a humanidade adotou durante 99% de sua existência, onde gastam até 3 horas por dia em passeios(!) em busca de alimento, matéria prima, etc. Satisfazer suas necessidades não é uma atividade que se separa de outros aspectos da vida. Pessoas do mundo do trabalho como nós, ao olharmos o "trabalho" de 3 horas dos coletores-caçadores dificilmente consideraríamos trabalho, diríamos que estão passeando, brincando, se divertindo, aprendendo...
Isso é mais do que uma inspiração para abolirmos toda esta loucura chamada civilização. É uma dica preciosa para escaparmos deste ciclo de trabalho, consumo, idiotização e violência ambiental. Nos mostram que através de uma vida simples, técnicas e conhecimentos tradicionais, o convívio com aqueles que temos afinidade e um profundo e íntimo contato com a Terra é o caminho e a condição para construirmos uma vida com autonomia, conhecimento, prazer e sensualidade.
Ou queremos continuar com toda a humilhação da espécie humana e a destruição da Terra a troco de comida enlatada em prateleiras de supermercados?

- Algumas palavras sobre e contra a escola (do maternal à universidade)
A escola é o espaço físico onde os indivíduos não só são preparados para o trabalho, são também preparados para aceitar o trabalho e ver o mundo de acordo com o Estado e o capital. Nestes centros de domesticação a necessidade e a vontade natural dos indivíduos em querer aprender, investigar e a compartilhar conhecimentos é alienada, violentada, controlada, reprimida, governada e manipulada. Não é de se estranhar que governos atualmente obriguem os pais a colocarem seus filhos em escolas. Onde mais fariam as pessoas aprenderem desde cedo a obedecer, cumprir tarefas e prazos, aceitar a hierarquia e a autoridade? A publicidade não dá conta disso tudo...
Acorde cedo, esteja no horário certo, vista seu uniforme, aguarde o sinal, memorize seu número de chamada, entregue o trabalho, se comporte para não acabar na diretoria. Professora, posso ir ao banheiro? Nossa infância e juventude e a de nossos filhos são arruinados em lugares como este.

Mesmo uma "escola livre" a situação ainda está sob controle ainda é um lugar com horários e datas para separarem o aprender e ensinar dos outros aspectos e momentos da vida. A "escola livre" ainda colabora com a fragmentação da vida. O que queremos é uma vida íntegra e fluída e não fragmentada.

E esta é a especialidade da universidade (com as raras exceções de indivíduos que mantêm seus espíritos críticos e investigativos): é o centro da fragmentação, da doutrinação, da especialização, do controle da informação e do ponto de vista único. Para que serviria a distinção "ensino superior" se não para criar uma hierarquia do saber e daqueles que obtém conhecimento? Ora, conhecimento é conhecimento e ele não reconhece hierarquias.
O ensino superior serve principalmente para um currículo superior, consequentemente um contrato superior na hierarquia das funções capitalistas ou cargos estatais.
Tudo isso a custo de um rigoroso esquema de segregação, exclusão e humilhação: o vestibular. O vestibular é onde humilhamos nossa vontade de aprender. Onde damos nossa cara para bater e cuspir a troco de uma vaga no centro de domesticação superior.
Finalizando, a escola não é nada mais do que fábricas de "indivíduos" com opiniões padronizadas (e não idéias). A escola é onde a diferença, o ritmo, as habilidades, as aspirações e interesses de cada indivíduo são nivelados de acordo com o Estado, o mercado ou com as hierarquias intelectuais locais. A escola é a fabrica onde se produz novos e capacitados reprodutores do sistema.
É isso que queremos? Estamos saindo às ruas para exigir a continuação de tudo isso?
Nosso espírito livre e criativo merece mais que isso...

- Redirecionando a energia
Sim vamos sair às ruas, pois estas ruas, escolas e fábricas estão causando uma miséria em nossos espíritos tão grande que dificilmente conseguimos visualizar. Escravizam nossos corpos, destróem nossas mentes e drenam a vida de nosso planeta.
E o sistema não se importa se você é alguém disposto a enfrentar a polícia pelo direito ao transporte (o que é um grande favor para melhorar a imagem do Estado: "transporte para todos, o Estado funciona"), o sistema não se importa se você é um anarquista, um ambientalista radical ou o que seja, desde que você reproduza o dia-a-dia planejado por eles, perpetuando os sonhos de domínio deles, para eles tudo bem. Eles dizem: "Vá em frente com seu movimento pelo passe livre, vá em frente com seu coletivo anarquista, com seu ambientalismo, vá em frente, mostre que somos tolerantes, democráticos, que aceitamos diferenças."
O sistema não tem nada a temer, a não ser quando rompemos com ele, passamos a construir autonomia e começamos a atacar suas estruturas, pois elas têm endereço certo.
Seja uma pessoa, duas, cem ou mais de mil devemos ir às ruas não só um dia, mas todos os dias necessários para por um fim a este pesadelo.
Sair às ruas não mais para ir à escola ou para o trabalho, sair às ruas para destruir as ruas (pois como já foi dito debaixo das ruas está a praia!)
Sairemos às ruas para destruir os ônibus, as escolas, as fábricas e escritórios e (roubando mais ou menos uma frase do Zerzan) "dançarmos em suas ruínas".

Gorroverde - gorroverde@riseup.net




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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -11:17 PM



Terça-feira, Novembro 28, 2006 :::


Uma tradução em processo:


Mini Teoria
por Feral Faun

(trechos)
Ruinas são playgrounds, seja Zapoteca ou Maya, Egipcia ou moderna.
Ao invés de preserva-las, por que não interagirmos com elas até transformá-las em nada, e esquecer as culturas que as criaram? A memória da cultura é a preservação da cultura - e cultura é meramente o limite sagrado colocado acima da criatividade e da interação. Insurgentes destroem limites sagrados.

O processo de consenso subjulga o individuo ao grupo. O consenso subjuga o instantâneo ao processo de mediação. Isto é conservador por natureza, no momento em que apenas permite mudanças quando o grupo inteiro concorda... Isto é controle internalizado, e não anarquia.

Para a sociedade funcionar, o desejo deve ser domado. Deve ser colonizado pela economia - tranformado em cerência/necessidade, a realização da qual é atribuido as mercadorias oferecidas pela sociedade. (..)

Meu interesse em ruinas se baseia, em parte, na tentativa de desenvolver estratégias da alegre desconstrução de cidades, através da atividade, um encorajamento consciente da rebelião livre. Isto requer um extensiva exploração das cidades para aprender segredos que possam ser usados contra elas.

(...)

Muitos... anarquistas são atualmente esquerdistas ou libertários liberais ou, em alguns casos, simplesmente pessoas furiosas que ainda "pensam" em termos das imagens criadas pelo contexto social, decorando seus pensamentos dentro do discurso da sociedade.
Enquanto alguem não for para além deste discurso, pensando fora destas catergorias, sua rebelião carregara partes das estruturas de Autoridade. A maioria dos anarquistas são completamente satisfeitos com o discurso da sociedade, Alegremente criando uma "anarquia" atravéz do não-desafio, das maneiras moderadas, mansas e agradáveis - tudo em nome da "educação" e da "ação".

postado por gorroverde



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -1:53 AM



Segunda-feira, Novembro 27, 2006 :::

Caso Fundamental no Caso do Aquecimento Global Enfrenta Suprema Corte

27 de Novembro, 2006 - por Josef Hebert

WASHINGTON - O Tribunal Supremo ouve argumentos nesta semana em um caso que pode determinar se a administração de Bush deve modificar o curso em como ele trata a ameaça do aquecimento global.

Uma dúzia de estados bem como os grupos ambientais e as grandes cidades estão tentando convencer o tribunal que a Agência de Proteção do Meio Ambiente deve regular, pela saúde pública, o montante do dióxido de carbono que vem de transportes.

O dióxido de carbono é produzido quando os combustíveis de fóssil como óleo e gás natural são queimados. Ele é o principal gás "de estufa" que muitos cientistas acreditam está fluindo na atmosfera em um valor sem precedente, levando a um aquecimento da terra e modificações ecológicas. Um modo de reduzir estas emissões é ter carros com cleaner-burning.

A administração de Bush pretende argumentar antes do tribunal quarta-feira que a AGÊNCIA DE PROTECÇÃO AO AMBIENTE necessita do poder segundo a lei Aérea Limpa para regular o dióxido de carbono como um poluente. A agência afirma que mesmo se a agencia realmente teve tal autoridade, elz teria discrição embaixo da lei de como dirigir o problema sem impor controles de emissões.

Os estados, conduzidos por Massachusetts, e mais de uma dúzia de grupos ambientais insistem que a lei 1970 esclarece que o dióxido de carbono é um poluente - como o mais importante dos produtos químicos que causam neblina e fumaça (smog) - que é sujeito à regulação porque é uma ameaça à saúde pública.

Um tribunal de apelações federal agudamente dividido governou a favor do governo em 2005. Mas em Junho passado, o SupremoTribunal decidiu tomar em cima do caso, mergulhando pela primeira vez no debate politicamente carregado sobre o aquecimento global. Espera-se que o mandato no próximo ano seja um dos mais importantes envolvendo o ambiente.

"O aquecimento global é o problema ambiental mais urgente do nosso tempo e a decisão pelo tribunal neste caso fará um impacto profundo e duradouro de gerações por vir," diz o general representante de Massachusetts, Thomas Reilly.

David Bookbinder, um advogado do Clube Sierra, diz que uma clarificação legal da autoridade da AGÊNCIA DE PROTECÇÃO AO AMBIENTE pode determinar se a administração atual deve regular emissões de dióxido de carbono e se um futuro será capaz de exigir tais limites.

Na questão por agora é a poluição de automóveis. Mas o mandato indiretamente pode afetar como a agência trata com o dióxido de carbono que vem de fábricas de poder elétricas.

Em um processo separado, a AGÊNCIA DE PROTECÇÃO AO AMBIENTE diz que a lei Aérea Limpa também o impede de regular tais emissões daquelas fábricas. Aquela reclamação seria cortada por baixo, o Encadernador diz, se o alto tribunal governar no favor dos estados no auto caso de emissões.

O presidente Bush rejeitou chamadas de regular o dióxido de carbono. Ele favorece passos voluntários por indústria e desenvolvimento de novas tecnologias de reduzir o montante de gases de estufa lançados na atmosfera.

"Ainda temos reservas muito fortes sobre uma sobrearquação, um tamanho ajusta todos mandato sobre o carbono," disse recentemente James Connaughton, o presidente do Conselho de Casa Branca da Qualidade Ambiental , a um grupo derepórteres.

A administração diz em papéis do tribunal que a AGÊNCIA DE PROTECÇÃO AO AMBIENTE não deve se responsabilizar por "empreender a tarefa extraordinariamente complexa e cientificamente incerta de dirigir a questão global de emissões de gás de estufa" quando outros caminhos são disponíveis para atacar alterações climáticas.

Os Estados Unidos prestam contas de aproximadamente um quarto das emissões de gás de estufa do mundo. O montante do dióxido de carbono de transportes a motor dos Estados Unidos, fábricas de poder e outras indústrias aumentou em média até 1 por cento por ano desde 1990.

Agora que os Democratas controlarão a Casa e o Senado em Janeiro depois das suas vitórias na eleição neste mês, lá é esperado um aumento na pressão no Congresso nos limites obrigatórios em emissões de carbono.

Os resultados da eleição "transmitiram uma necessidade de modificar a direção" no procedimento com aquecimento global, três senadores Democráticos que desempenharão papéis principais em problemas ambientais recentemente escreveram ao presidente.

Mas se há tal turno de fato pode depender, no fim, no Supremo Tribunal .

querelantes no terno são California, Connecticut, Illinois, Maine, Massachusetts, New Jersey, New Mexico, New York, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington. Estao junto de cidades como Baltimore, New York e o Distrito de Columbia; as ilhas pacificas da America Samoa; Sierra Club; a União de Cientistas em Questão; Greenpeace; e Amigos da Terra.

O caso é Massachusetts vs. Agência de Proteção do meio ambiente, 05-1120.

fonte: http://www.enn.com/today.html?id=11730

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -3:12 PM



Sábado, Novembro 25, 2006 :::

Dois terços das Cidades chinesas enfrentam Falta de Água
24 de Novembro de 2006 ¿ por Reuters

BEIJING ¿ Dois Terços das cidades chinesas enfrentam a falta de água, os meios de comunicação informaram Sexta-feira, um dos principais problemas que enfrentam a rápida urbanizaçao.

Mais de 400 cidades tiveram falta de água, com 100 delas "em sérios problemas", necessitando de bastante água para apoiar indústria ou vida diária, como disse um funcionário anonimo do Ministério de Recursos Aquíferos ao China Daily.

O problema foi composto pela poluição, com 45 bilhões de toneladas de águas residuais não tratadas bombeadas diretamente em lagos e rios, como diz o relatório.

Per cápita os recursos aquíferos no país mais populoso do mundo são menos de um terço da média global, e vem caindo.

O governo também prediz que 400 milhões de residentes rurais se moverão nas cidades da China nos 20 próximos anos, e espera-se que a rápida urbanização ponha uma nova tensão nos recursos.

Atualmente, os níveis de água nas margens superiores do Rio Amarelo, o mais longo da China, bateram em um baixo histórico, e o país está considerando esquemas de engenharia maciços para divertir a água ao norte do país.


retirado de: http://www.enn.com/today.html?id=11719

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -11:33 AM



Quarta-feira, Novembro 22, 2006 :::

Agência Chinesa Diz que a Poluição Piora Entre Boom Econômico

22 de Novembro de 2006

BEIJING ¿ O problema de poluição na China piorou neste ano quando as exigências da emergente economia continuam desafiando esforços de anti-poluição, informaram os meios de comunicação estatais na Quarta-feira.

As estatísticas lançadas em um relatório pela Administração de Proteção de Ambiente estatal da China mostraram que 12 bilhões de toneladas de águas residuais industriais foram descarregadas na primeira metade deste ano, um aumento de 2.4 por cento do mesmo período no ano passado, informou a Agência de Notícias de Xinhua.

Também, nos seis primeiros meses deste ano, o índice de poluição de água aumentou em 3.7 por cento, enquanto as emissões de dióxido de enxofre aumentaram em 4.2 por cento, no mesmo período um ano antes.

A agência de ambiente ligou o aumento da poluição à economia em crescimento do país, Xinhua disse. O produto interno bruto da China aumentou 10.9 por cento na primeira metade deste ano.

Apesar de um reconhecimento crescente do dano ambiental severo trabalhado a três décadas do desenvolvimento industrial, os poluidores pesados continuam sujando a água da China e o ar devido à execução pobre de restrições ao nível local.

A agência de ambiente criticou governos locais por desconsiderar esforços para reduzir o consumo de energia e a poluição.

Os meios de comunicação estatais também informaram na Quarta-feira que uma seção de 1.24 milhas de longitude (dois quilômetros) do Rio Amarelo virou vermelha durante aproximadamente uma hora depois de ser contaminado com águas residuais de uma estação de aquecimento na cidade ocidental de Lanzhou.

Fonte: http://www.enn.com/today.html?id=11703





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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -7:16 PM



Sábado, Novembro 11, 2006 :::


Olá a todos da floresta!
Novas traduções e digitações de materiais em portugues estão disponiveis.
Em breve uma biblioteca virtual anticivilização estará na rede, e muito possivelmente nosso primeiro zine será publicado, aguardem...

Por enquanto fiquem com os seguintes materiais:

Da Política à Vida:Livrando a Anarquia do Fardo Esquerdista
por Wolfi Landstreicher

" Desde o tempo em que o anarquismo se definia como um movimento
radical distinto,ele tem sido associado com a esquerda, mas esta
associação nunca foi fácil. Os esquerdistas que estavam numa posição de autoridade (incluindo aqueles que se auto-intitulavam anarquistas, como os líderes da CNT e da FAI em Espanha em 1936-37) descobriram que o objetivo anarquista da total transformação da vida, e o conseqüente princípio de que os fins deverão já existir nos meios de luta, era um obstáculo aos seus programas políticos. A verdadeira insurreição explode sempre muito mais além de qualquer programa político, e os anarquistas mais coerentes viram a realização dos seus sonhos precisamente neste desconhecido lugar mais além. "

baixar texto

--------------------------

O ressurgir dos bárbaros. Uma revolta não-primitivista contra a civilização
[Willful Disobedience]

" Se examinarmos a maior parte do debate atual no âmbito anarquista a respeito da civilização, da tecnologia, progresso, o eco-anarquismo frente ao anarco-comunismo, etc... Nos permanecera a impressão de que a critica à civilização é algo que tem surgido somente recentemente dentro do pensamento anarquista e revolucionário. Porem, esta impressão é falsa, e prejudicial para aqueles e nós com uma perspectiva revolucionaria anticivilização."

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--------------------------------

Sobre as bases místicas da "neutralidade " da tecnologia.
nanotecnologia e Controle social.
(willful disobedience)

" Existe uma suposição popular entre os esquerdistas e outros radicais, que sentem sempre algum apego pelo conceito de progresso ou inclusive pelas construções teóricas marxistas, de que a tecnologia como tal é neutra. Esta suposição é particularmente divertida porque aqueles que a mantêm acusam os críticos da tecnologia de terem uma concepção mística e não histórica da tecnologia. O que estes apologistas da tecnologia reclamam, é que as criticas promovem o "determinismo tecnológico", fazendo da tecnologia o fator central determinante no desenvolvimento social, e dessa maneira perdendo a visão sobre o fator social. Terminam proclamando que os problemas não procedem do sistema tecnológico como tal, senão de quem os utilizam e como utilizam. "

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----------------------

A Sociedade Original de Afluência - Marshall sahlins

Este é um dos materiais mais importantes que contribuiram para a demolição do mito hobbesiano.
A vida antes ou fora da civilização é vida meus amigos...

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--------------

Os caçadores
Elman R. Service

Material bem interesante sobre o modo de vida dos povos caçadores-coletores. No mínimo inspirador...

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------------------

Contra a civilização!
T.H.U.G

" Nós acreditamos que a anarquia seja a última experiência libertadora e a nossa condição natural. Antes, e fora, da civilização (e as suas influências corruptíveis), os humanos eram, e são, na falta de melhores termo, anarquistas. Durante a maior parte da nossa história nós vivemos em grupos de pequena-escala que tomavam decisões face-a-face, sem a mediação de governo, representação, ou até mesmo a moralidade de uma coisa abstracta chamada cultura. Nós comunicávamos, percepcionávamos, e vivíamos numa forma não mediada, instintiva e direta. Nós sabíamos o que comer, o que nos curava, e como sobreviver. Nós fazíamos parte do mundo a nossa volta. Não existia qualquer separação artificial entre o indivíduo, o grupo, e o resto da vida.
(...)
Nós precisamos de Ação
Resumindo, a civilização é a guerra à vida. Nós estamos lutando pelas nossas vidas, e nós declaramos guerra à civilização! "

baixar texto

-----------------------

como abrir os arquivos?
os arquivos estão em jpg, mesmo assim abrindo no wordpad é possivel vizualisar tranquilaamente o texto. Se preferir troque a extensão do arquivo para .rtf

boa leitura ...
nos vemos nas ruas... ou nas ruinas...

postado por gorroverde


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -7:14 AM



Segunda-feira, Outubro 30, 2006 :::

Link para sequencia de quadrinho altamente inspirador !!!

http://mcstrick.livejournal.com/806969.html

La no fundo da nossa alma selvagem todos anseiam por isso até os mais conformados ou principalmente eles que sublimam totalmente o instinto de vida que arde dentro de cada ser.

postado por Bonobo Ludita

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -9:37 PM



Sábado, Outubro 28, 2006 :::

Os Índios Dormem Melhor

Os índios Guarani, da Aldeia Boa Vista, em Ubatuba (SP), possuem hábitos
de sono mais saudáveis do que a população urbana. É o que a bióloga
Daniela Wey concluiu em pesquisa para sua tese e doutorado em
Neurociências e Comportamento, no Instituto de Psicologia (IP) da USP.
Daniela, que acompanhou moradores com idades entre 18 e 81 anos, afirma
que eles dormem em média nove horas por dia e que essa diferença se deve,
em especial, à ausência de luz elétrica e à organização social
diferenciada, sem horários rígidos de atividade.
A psicóloga Fernanda Torres, integrante do Grupo Multidisciplinar de
Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB) da USP pesquisou, na mesma
aldeia, os hábitos de sono dos adolescentes. Concluiu que não há
problemas de sono entre os jovens, mas há um atraso de aproximadamente
uma hora nos horários de dormir e acordar, o que pode ser atribuído aos
fatores recorrentes do seu desenvolvimento.

[Agência USP/Júlio Bernardes]

FONTE: Revista Ciência & Vida - Psique - #07

POSTADO POR GIBA CURUPIRA

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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -8:44 PM



Sono

Os Índios Dormem Melhor

Os índios Guarani, da Aldeia Boa Vista, em Ubatuba (SP), possuem hábitos
de sono mais saudáveis do que a população urbana. É o que a bióloga
Daniela Wey concluiu em pesquisa para sua tese e doutorado em
Neurociências e Comportamento, no Instituto de Psicologia (IP) da USP.
Daniela, que acompanhou moradores com idades entre 18 e 81 anos, afirma
que eles dormem em média nove horas por dia e que essa diferença se deve,
em especial, à ausência de luz elétrica e à organização social
diferenciada, sem horários rígidos de atividade.
A psicóloga Fernanda Torres, integrante do Grupo Multidisciplinar de
Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB) da USP pesquisou, na mesma
aldeia, os hábitos de sono dos adolescentes. Concluiu que não há
problemas de sono entre os jovens, mas há um atraso de aproximadamente
uma hora nos horários de dormir e acordar, o que pode ser atribuído aos
fatores recorrentes do seu desenvolvimento.

[Agência USP/Júlio Bernardes]

FONTE: Revista Ciência & Vida - Psique - #07

POSTADO POR GIBA CURUPIRA


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -8:36 PM






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Iniciativa Anti-civilização



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